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No passado apelidada como Bazuca pelo Primeiro-Ministro de Portugal, o Plano de Recuperação e Resiliência permitirá apoiar investimentos e reformas num valor total de 16.664 milhões de Euros, correspondendo 84% deste valor a subvenções e 16% a empréstimos. Pondo em perspetiva, até 2026, Portugal beneficiará de apoios, no âmbito do PRR, que ascenderão a cerca de 8% do seu PIB anual.

Esta é uma oportunidade única para Portugal desenvolver o seu tecido empresarial, melhorando a capacidade das empresas para criarem valor, aumentarem a sua produtividade e gerarem oferta de trabalho qualificado e bem remunerado.

O Plano irá dividir-se em 3 dimensões:

(i) Resiliência

(ii) Transição Climática

(iii) Transição Digital

No que respeita à primeira dimensão, a Resiliência, o foco estará na intervenção em áreas consideradas estratégicas como a saúde, a habitação, as respostas sociais, a cultura, o investimento empresarial inovador, as qualificações e competências, as infraestruturas, a floresta e a gestão hídrica.

Na transição climática, o mar, a mobilidade sustentável, a descarbonização da indústria, a bioeconomia, a eficiência energética em edifícios e as energias renováveis serão as áreas estratégicas que beneficiarão de intervenção no âmbito do plano.

Na muita antecipada transição digital, as áreas estratégias definidas são a capacitação e inclusão digital das pessoas através da educação, formação em competências digitais e promoção da literacia digital, transformação digital do setor empresarial e digitalização do Estado.

Alguns concursos começaram a ser já disponibilizados, dos quais destacamos o convite à manifestação de interesse para desenvolvimento de projetos no âmbito das agendas mobilizadoras para a inovação empresarial, que promovam atividades de elevado valor acrescentado, intensivas em conhecimento e que criem emprego qualificado. Contudo, estas agendas/projetos deverão ser desenvolvidas em consórcio.

Contudo, para que as empresas possam efetivamente beneficiar do PRR e dos apoios ao abrigo do Portugal2030, é fundamental que comecem desde já a traçar um Plano Estratégico de Médio e Longo Prazo. Este plano deverá resultar de uma profunda e rigorosa reflexão sobre a realidade atual da empresa e os desafios que terá pela frente, assim como definir quais serão as iniciativas e os investimentos necessários para que possa ser colocado em prática com sucesso, garantindo-se assim a sustentabilidade e o crescimento da organização.

Ainda que possam surgir apoios específicos para investimentos pontuais, os muitos milhões de Euros que serão canalizados para as empresas serão uma oportunidade para a realização de investimentos que permitam repensar os modelos de negócio, aumentar efetivamente a produtividade e conquistar novos mercados.

 

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