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O nome poderá não lhe ser estranho, mas caso nunca o tenha ouvido, fique a saber que esta tendência está a infiltrar-se nas organizações e tudo indica que veio para ficar.

 

Entenda-se por Gestão de Recursos Humanos de forma humanizada a colocação do colaborador no centro da empresa, através da sua valorização e do incentivo ao desenvolvimento pessoal e profissional. Na prática, o objetivo é atuar de forma estratégica para melhorar o bem-estar de cada colaborador.  

 

“Os colaboradores são o core da empresa” ou “colaboradores mais felizes são mais produtivos” podem parecer clichés, mas a verdade é que continuam mais atuais do que nunca. Nas empresas, o capital humano continua a ser o combustível para que o motor trabalhe. O princípio fundamental dos RH humanizados é conseguir adaptar os procedimentos das empresas às necessidades dos colaboradores. Numa altura, em que o mercado de trabalho é cada vez mais volátil, convém não esquecer que os colaboradores são pessoas que têm desejos, dificuldades e que também precisam de apoio.

 

Existem diversos fatores que poderão ser tidos em conta aquando do momento da implementação de uma gestão humanizada como, por exemplo, a existência de desafios constantes, a perspetiva de progressão na carreira, sentimento de utilidade e segurança. Para que se possa inspirar, reunimos algumas das práticas mais comuns em empresas que trabalham na humanização da gestão dos seus recursos humanos:

 

Incentivar a comunicação aberta

 

Estabelecer uma comunicação eficaz ajudará a construir relacionamentos fortes entre colaborador e empresa. É importante que os colaboradores se sintam confortáveis em procurar orientação, expressar dúvidas ou sugerir ideias. Ao mesmo tempo, é fundamental que as chefias saibam ouvir e dar feedbacks adequados.

 

Conhecer a Equipa

 

Para entendermos o que motiva os colaboradores que formam a nossa equipa é fundamental que saibamos quem eles são, de verdade. Vejamos, um colaborador que tem filhos, em princípio não terá as mesmas necessidades e prioridades que um colega que não tenha.

 

Respeitar a conciliação entre a vida pessoal e a carreira

 

A vida pessoal interfere com o trabalho, tal como o trabalho interfere com a vida pessoal. Desenganem-se as empresas que pensam de outra forma. É inevitável. Por isso, adotar práticas como evitar as horas extras, permitir horários flexíveis ou desenvolver políticas de home office poderão ser mais valias.

 

Treinar a liderança

 

Não adianta fomentar a liderança e responsabilização quando no fim a última decisão é sempre da empresa. É importante treinar os colaboradores para a liderança para que existam feedbacks mais eficientes e, por conseguinte, incentivos de verdadeiras melhorias. É necessário começar a quebrar a cultura vertical e dar às equipas autonomia para que tomem decisões e solucionem problemas sem se sentirem intimidados.

 

Estas são apenas algumas das dezenas de práticas que a sua empresa poderá adotar. No entanto, é fácil perceber que a Gestão dos Recursos Humanos orientados por paradigmas estritamente racionais, com respostas de automáticas, sem transparência e repletos de processos burocráticos, está claramente a “passar à História”.

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