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Embora, como já mencionámos, as insolvências de empresas no ano de 2022 tenham baixado 18%, o panorama para 2023 parece bem mais precário.

 

Numa recente estimativa levada a cabo pela Allianz Trade 20 a 30 por cento das empresas não deverão ser capazes de manter a sua atividade aberta em 2023 e serão obrigadas a declarar insolvência.

 

Esta situação ocorre devido a múltiplas causas: primeiramente, estamos perante uma crise energética, que deverá resultar num continuo aumento de preços. Alem desta crise, várias perturbações nas cadeias de abastecimento provocam uma menor oferta de bens o que face a uma procura que em primeira instância se mantem leva também a um aumento de custos para os consumidores (tanto particulares como empresas ). Mais acrescento que a forte pressão inflacionista, que não parece ter intenções de abrandar, mas sim de se agravar, acaba por remover poder de compra das empresas. Ora se os preços sobem “de dois lados diferentes” e o poder de compra diminui, a sustentabilidade dos negócios acaba por cair.

 

Para finalizar, dada a incerteza e a subida da inflação, que afeta também o consumidor final, a procura terá tendência para contrair, potencialmente de forma forte o que diminuirá os rendimentos de todas as empresas já que um negócio vive quando há um comprador e um vendedor e prevê-se que o comprador tenha menos tendência para consumo no presente ano.

 

É importante ter presente que, com a pandemia do COVID-19 vieram várias medidas de ajuda às empresas que ajudaram e salvaram várias entidades, mas que também mascararam a queda de outras que, com o fim dos apoios em 2023, ficarão sem forma de manter as suas portas abertas.

É esperado que “rebente” uma crise económica por todo o mundo, com os EUA e a UE a sofrerem bastante os seus efeitos.

 

Paulo Morais afirma que as empresas que estão mais expostas aos incumprimentos e à falta de liquidez da sua carteira de clientes são as mais vulneráveis.

 

Mais do que nunca, especialmente para empresas mais “novas” é importante seguir um modelo de gestão estável, sustentável, bem implementado e bem orçamentado para que haja segurança do ponto de vista estratégico. As empresas já com alguma antiguidade e presença no mercado devem munir-se também de um complemento de análise e previsão financeira e estratégica para que possam “manter-se no topo” perante o que para já se pode descrever como uma previsão de tempos tumultuosos.

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