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Na última década, Portugal foi um dos países europeus que mais beneficiou do crescimento do turismo na Europa. Entre 2014 e 2019, os alojamentos turísticos aumentaram de forma consistente cerca de 5% ao ano, e a taxa média de crescimento da receita rondou os 13,5%.

Restaurantes e alojamentos locais transformaram-se na “galinha dos ovos de ouro” dos anos que se seguiram à crise de 2011, juntamente com o investimento imobiliário. Apesar desta tendência e das vulnerabilidades associadas a estes setores, como a baixa procura de trabalhadores qualificados e os baixos salários, em 2016, o governo sentiu a necessidade de incentivar ainda mais o investimento na restauração, reduzindo o IVA de 23% para 13%, o que aumentou diretamente as suas margens brutas, aumentando ainda mais o incentivo ao investimento neste setor.

Infelizmente, estes setores estão a ser fortemente afetados pela pandemia da Covid-19. Em 2020, o PIB português recuou 7,6%, um decréscimo que fica acima da média da União Europeia em 1,2p.p.. Por outro lado, os elevados níveis de dívida pública antes desta crise têm impedido o governo de apoiar as empresas e os cidadãos afetados tão eficazmente como os países europeus mais ricos.

Num país onde as micro e as pequenas empresas representam mais de 99% do tecido empresarial, acredita-se que as moratórias bancárias e as linhas de crédito com períodos de carência têm sido decisivas para manter os níveis de emprego e prevenir a falência em massa das PME, particularmente as mais afetadas pela pandemia. A extensão das moratórias para 2022 e o alargamento dos períodos de carência e amortização poderão ser decisivos para o que virá depois desta crise.

No entanto, existem boas razões para ser otimista! Portugal tem uma das forças de trabalho mais qualificadas do mundo, com salários bastante mais baixos do que os seus congéneres europeus. Muitas empresas multinacionais já estão a tirar proveito com a abertura de subsidiárias nos principais centros urbanos do país, empregando milhares de jovens que têm sido esquecidos por uma economia mais focada na construção e no turismo.

Há também muitas empresas portuguesas que estão a prosperar durante esta pandemia. A agricultura é uma indústria com oportunidades de crescimento, particularmente no sul, onde o clima e a baixa ocupação dos terrenos são uma oportunidade para obter excelentes taxas de retorno. Já para não falar dos serviços de saúde, dos medicamentos e das empresas de alta tecnologia.

Reconhecendo a necessidade de repensar o modelo de crescimento económico, o governo está a abrir novos programas de financiamento, com a ajuda da União Europeia, para promover o investimento no setor primário e secundário, em particular nas indústrias que produzem bens transacionáveis. Os benefícios fiscais estão a ser revistos para incentivar um maior equilíbrio na estrutura de capital das empresas e promover o investimento na modernização e digitalização dos serviços. Portugal tem ainda uma das melhores infraestruturas de internet do mundo. A fibra ótica é a opção padrão, não a exceção!

Com uma das forças de trabalho mais qualificadas do mundo, um clima que faz inveja aos nossos parceiros do Norte da Europa, uma população extremamente pacífica, baixos salários comparativamente aos restantes países Europeus e vários instrumentos de financiamento para apoiar o investimento, Portugal é perfeitamente capaz de ultrapassar esta crise e, finalmente, retomar as taxas de crescimento dos anos 90.

Na EWP, ajudamos empreendedores estrangeiros e nacionais que queiram investir e/ou expandir as suas atividades para Portugal, a tirar partido dos benefícios financeiros e fiscais disponíveis, a identificar potenciais alvos de investimento, a estabelecer novas empresas ou a encontrar as parcerias certas.

 

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