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Todos nós já ouvimos falar de Inteligência Artificial (AI)… é impossível não acontecer quando temos um conceito a ter um dos avanços mais impressionantes desde a invenção do chip pela IBM ou do IPhone pela Apple. Trata-se de um avanço tecnológico da mesma escala ou até mesmo maior embora não tenha propriamente um suporte físico visível como estamos habituados.

 

Talvez seja por isso que muitos se referem a esta evolução como o início de uma revolução social e profissional. Se nós vimos o grande Kasparov (campeão do mundo de Xadrez) a perder para a primeira máquina, o Deep Blue há poucos anos, o salto para o mundo profissional do “Machine Learning” não estava longe. E chegou…

 

De acordo com a McKinsey, mais de 50% das empresas utilizam Inteligência artificial pelo menos numa função associada à produção. Já a International Data Corporation, prevê que os gastos no avanço da AI rondem os 110 biliões de dólares até 2024. Já a Gartner sugere que a Inteligência Artificial tenha criado cerca de 2,3 milhões de empregos até 2022 mas que tenha eliminado cerca de 1,8 milhões.

 

Esta ultima estatística é onde nos vamos focar. Embora o ganho global seja efetivamente um ganho, isto não vem sem as suas condições… é fácil à primeira vista considerar isto um ganho absoluto, mas é necessário que se faça a pergunta: será que as pessoas que ganharam emprego devido a esta evolução são as mesmas que perderam a sua função anterior?

 

E é esta a questão que as empresas têm de fazer, tanto a nível estrutural, como a nível de estratégias para o futuro. O futuro é desafiador, e cabe às empresas motivar e, acima de tudo, ajudar os seus colaboradores a acompanhar o “salto”. Os colaboradores devem ter acesso a formações e informação sobre avanços tecnológicos, um caminho traçado em termos da visão futura da empresa para que se possam posicionar pessoal e profissionalmente.

 

Num exemplo levado ao extremo, mas que acaba por retratar um dos grandes cernes desta questão, eu coloco a seguinte situação: numa paisagem empresarial onde até então ganhava quem tinha a resposta (por assim dizer, naturalmente), este novo acesso a um sistema de neurónios, ainda que informáticos, maior do que qualquer cabeça gera a necessidade de colaboradores que façam a pergunta certa.

 

Se olharmos para a aplicação “mãe” deste avanço, o chatGPT que todos conhecemos, temos a aplicação do mesmo. Quantos de nós sabem programação? Muito poucos. Mas o Chat, como eu lhe costumo chamar, sabe, e de que maneira. Mas eu não sei programação, nem sei conceitos técnicos da matéria. Aprendi, no entanto, a especializar-me em perguntar e a “pedir” para que me explicasse como se eu fosse uma criança ou um adolescente. E isso tem toda uma ciência, falando por experiência.

 

Peço a todos os que tiverem a oportunidade de ler este artigo, que deem essa oportunidade aos colaboradores antes de os declararem obsoletos, e que haja uma entreajuda de modo a que todos possam ganhar com este avanço. Uns a programá-lo, outros a fazer as perguntas certas e ainda outros a “desdobrar” e desenvolver e racionalizar e a teorizar as conclusões das máquinas.

 

Esta Revolução tecnológica não é como nos filmes do exterminador implacável. Temos aqui potencialmente a ferramenta mais especializada e eficiente até à data, com uma curva de aprendizagem simples e com um potencial elevadíssimo de execução.

 

Atendimento ao cliente via chat, sistemas de logística, gestão de clientes, bases de dados… são apenas o início desta viagem e os primeiros passos já foram dados.

 

Há que estar posicionado estrategicamente para esta novidade que veio para ficar, criar programas de formação ou tempos para todos os colaboradores poderem pesquisar e investigar, entender como dar uso a estes mecanismos que poupam tempo e “dores de cabeça” se bem utilizados.

 

E acima de tudo, manter uma mente aberta. Cada vez mais, a adaptabilidade e as condições de trabalho são a chave da retenção de talento. E à medida que o mundo evolui à nossa volta, todas as empresas têm de evoluir com ele.

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