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Ainda que sejam as operações envolvendo as grandes empresas que têm um forte impacto mediático, a verdade é que as fusões e aquisições são totalmente enquadráveis no mundo das Pequenas e Médias Empresas. Apesar da menor escala envolvida, estas operações quando são bem orientadas acabam por trazer benefícios para quem vende e para quem compra.

No campo das PME, as operações de fusão e aquisição apresentam o seguinte conjunto de vantagens e desvantagens:

Vantagens:

  • Aumento da dimensão
  • Reforço da carteira de cliente
  • Realização de sinergias

Desvantagens:

  • Processo lento
  • Concordância no alinhamento das estratégias das partes interessadas
  • Possibilidade de perda do poder de decisão

Mas se este tipo de operações é tão vantajoso para as PMEs porque é que os empresários resistem tanto?

Uma das respostas fundamental passa pela falta de conhecimento sobre este tema. A esta dificuldade junta-se o facto da grande maioria das PME portuguesas serem empresas familiares, com uma forte carga emocional e onde existem muitos fatores a sobrepor-se à racionalidade económica e financeira da operação.

Para que o processo atinga os objetivos inicialmente fixados, existem duas etapas fundamentais:

1. Compreender o racional económico e financeiro da operação
2. Conceber um plano de aquisição ou fusão englobando todas as suas vertentes: financeira, fiscal, estratégica, organizacional e cultural

Para que seja desmistificada a ideia de que as fusões e as aquisições são apenas dirigidas às grandes empresas, é necessário reforçar as vantagens que estas operações podem trazer às PME, combater a falta de informação e garantir as fontes de financiamento.

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