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O panorama do sector empresarial em Portugal está a assistir a uma revolução silenciosa liderada por um tipo único de empresas: as empresas juniores. Estas entidades, caracterizadas pela sua estrutura estudantil e pelo seu compromisso com a excelência profissional, estão a redefinir os paradigmas tradicionais da consultoria e a fomentar uma cultura de responsabilidade social.

 

Ao leme destas entidades estão indivíduos como João Sousa, um jovem de 21 anos que dirige a Nova Junior Consulting (NJC), um exemplo deste movimento emergente. A NJC, composta exclusivamente por estudantes universitários da Nova SBE, reflecte as operações das empresas de consultoria convencionais. Elaboram estratégias, orçamentos e soluções meticulosas para os seus clientes, dando ênfase a uma abordagem prática para enfrentar os desafios organizacionais.

 

O seu repertório abrange uma gama de serviços de gestão – desde estudos de mercado a planos financeiros – com uma dedicação tenaz de dez semanas para resolver as dificuldades dos clientes. No entanto, o seu compromisso vai para além das deliberações da direção. O espírito de responsabilidade social permeia as suas acções, patente em iniciativas como a atribuição de bolsas de estudo a estudantes universitários, simbolizando um compromisso de integração na comunidade.

 

Embora estas empresas juniores operem de forma independente, funcionam em conjunto sob a égide da Federação Portuguesa das Empresas Juniores. Esta federação funciona como um mecanismo de auditoria e facilita a colaboração entre estas empresas. Através de eventos que decorrem ao longo de todo o ano e da próxima celebração do Dia da JE, pretendem sublinhar o impacto das empresas juniores na sociedade, defendendo o seu reconhecimento no ecossistema empresarial mais alargado.

 

Carolina Silva, presidente da Junior Enterprises Portugal, esclarece a sua missão: colmatar a lacuna entre o ensino teórico e a aplicabilidade prática, aumentando a empregabilidade dos estudantes. No entanto, salienta a necessidade de validação externa e propõe a criação de um Estatuto do Júnior Empresário, defendendo a flexibilidade de horários e reconhecendo os desafios de conciliar os compromissos académicos com as obrigações profissionais.

 

Helena Cammarata, CEO da LisbonPH, faz eco do sentimento deste esforço coletivo. A sua ênfase não está na nomenclatura da sua empresa, mas na aprendizagem experimental que oferece. Os projectos multidisciplinares da LisbonPH promovem um conjunto de competências únicas, cultivando indivíduos resilientes e ambiciosos, capazes de navegar no mundo empresarial. Para Helena, a colaboração supera a competição, defendendo o crescimento mútuo e o reconhecimento dentro do ecossistema júnior.

 

A narrativa elucidada por estes jovens empresários é clara: o movimento júnior não é apenas um campo de aprendizagem; é uma incubadora de talentos. A sua abordagem prática, a sua exposição prática e o seu empenho no crescimento coletivo não só aumentam as suas competências, como também simplificam o processo de recrutamento para as empresas. O seu desejo de reconhecimento externo não é uma mera validação; é um passo no sentido de promover uma relação simbiótica entre o meio académico e a indústria.

 

À medida que estas empresas juniores continuam a traçar o seu caminho, o seu impacto no tecido empresarial português não pode ser subestimado. A sua dedicação à excelência profissional, aliada a um forte empenhamento no bem-estar da comunidade, marca o início de uma nova era na consultoria – uma era liderada por estudantes apaixonados, prontos a redefinir o status quo.

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